Eu, uma sapa independente, conquisto meu espacinho, minha casinha, com a grana apertadíssima para pagar as contas, precisando de coisas básicas de casa, não eu não estou passando necessidade e nem contanto uma história triste. Mas sempre na hora que preciso de alguma coisa, abrir uma lata, guardar o que sobrou do jantar, lavar roupa, eu vejo que falta alguma coisa. Não dá para lembrar de tudo, muito menos para comprar tudo de uma vez só.

Uma colega de trabalho, aluga um apartamento para morar com o namorado, me pede vários conselhos do que comprar, como transferir a conta de luz para o seu nome, como fazer para liberar o gás de rua. Ajudo com maior prazer, (de verdade) até por que o maridão não saberá fazer nada disso! Ele entra com a grana, tem um emprego legal, paga praticamente todas as contas do ap. Em um dia a casa estava mobiliada e com TUDO que é necessário para sobreviver.
Pois bem... Os dois cenários estão expostos, e advinha QUEM é contemplada com presentinhos fofos mimos úteis e práticos para a casa nova, pelos amigos do trabalho?! A HETERO que 'casou' ! Dá para entender? Faz algum sentido? Não por que pra mim não faz. Não estou pedidno caridade, não quero o presente alheio, quero apenas entender o racional por trás disso. Por que a pessoa que casa, tem grana e um marido para ajudar, merece mais do que uma pessoa que mora sozinha e arca com todas as despesas sem ajuda de ninguém? Não entendo, eu realmente não entendo. Machismo, moralismo puro e simples, é a única resposta razoável, apesar de nem um pouco aceitável.
Ahprontofalei.com.br
Bj bj e um ótimo final de semana.







Voltando ao filme da vez, a relação entre as personagens é mais aparente, ela existe de fato, é linda, sutil, delicada, encantadora, e não tem aquele final batido. A história se passa na África do Sul nos anos 50, em meio ao apartheit. As duas personagens fazem parte de uma comunidade Indiana, Miriam (Lisa Ray), casada, com três filhos e um marido como a maioria dos outros, machista, ignorante e que tem uma amante. Amina (Sheetal Sheth) veste roupas de homens, é dona de um café, não pensa em se casar e não abaixa a cabeça para ninguém. O encantamento de uma pela outra é instantâneo, lindo, lindo, lindo, Amina pela beleza de Miriam, e a outra pela coragem e audácia de Amina.